O que é?
É uma das atividades do ECAL – Curso de Formação em Educação e Comunicação na América Latina, que tem como objetivo contribuir para o conhecimento e o debate sobre as questões que sustentam os modos como vemos e tratamos a nós mesmos como nativos e/ou habitantes do continente americano.
Como acontece?
São encontros mensais destinados a apresentações de indivíduos e grupos especialmente envolvidos em ações culturais que resgatam as culturas tradicionais do continente americano.
Os interessados devem se inscrever e confirmar participação via internet.
Quando acontece?
Toda primeira sexta-feira do mês, das 19 às 23 horas.
Onde acontece?
Casa Cala-boca já morreu
Av. Henrique Shaumann, 125 – Pinheiros (quase esquina com a Av. Rebouças)
Quanto custa?
Não há custo, exceto com alimentação e bebida.
Contatos
(11) 3714 8158 / 9569 1000
Promoção e realização
INSTITUTO GENS DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Apoio
ONG Projeto Cala-boca já morreu – porque nós também temos o que dizer
Lab_Arte – laboratório experimental de arte-educação & cultura (FEUSP)
Saiba mais sobre o
Balaio Ameríndio
Balaio
- cesto feito à mão com taquara, cipó, lascas de bambu, cascas de folhas do dendezeiro, folhas (previamente coloridas ou não), talas e fibras de palmeiras, palhas etc.
- tem forma arredondada, tamanhos variados e a parte superior (boca) sempre maior que a inferior (fundo)
- não tem alças ou asas e é usado para transportar os mais diversos tipos e tamanhos de objetos
- encontrado em todo o Brasil, tanto no interior quanto no litoral
Ameríndio
- junção de América (homenagem de Cristóvão Colombo a Américo Vespúcio, supostamente o primeiro a pisar neste continente) e Índio (como foi chamado pelos colonizadores o tipo de gente encontrada nessas terras)
- tanto américa quanto índio são invenções dos europeus colonizadores
- nome dado a quem é nativo do continente americano, não importando se antes ou depois da colonização
- termo que reúne uma diversidade de povos tradicionais diferentes (línguas, costumes, sentimentos e pensamentos) misturados a outros povos, igualmente diferentes, que passaram a habitar o mesmo território a partir do século 16
Balaio Ameríndio
- embora o termo brasil tenha origens que remontam aos fenícios e até aos celtas, o espaço que ocupa no continente é também uma invenção dos colonizadores, mais especificamente dos portugueses
- o balaio, por sua vez, é uma invenção dos povos que habitavam e habitam todo esse território, representando, talvez como nenhum outro objeto, a mistura de tantos povos diferentes num mesmo e grande espaço
- igualmente o Brasil, possivelmente o lugar do continente onde mais se deram tantas misturas, não somente representa mas é, efetivamente, o grande balaio no qual cabem tantos povos e culturas diferentes
- quais são, como são, quem são essas gentes… são perguntas que o balaio ameríndio propõe que sejam respondidas por essas mesmas gentes, buscando compreender, nas expressões culturais mais antigas, as raízes que sustentam nossos modos de pensar, sentir, ser e atuar nesses tempos recentes
- música, canto, dança, rituais, poesia, estudos e pesquisas, filmes, comidas, documentários, cores, pinturas, festas… – desde que tenha a ver com nosso passado remoto, e que contribua para o nosso reconhecimento, tudo cabe no balaio ameríndio
- não somos o que restou dessa mistura; antes, somos a própria mistura; entendemos que é fundamental sabermos do que fomos feitos para, então, decidirmos o que queremos ser




